Definitivamente detesto surpresas.
Chamadas
telefônicas no meio da noite, gente saltando detrás de uma porta gritando "
buh".
Quisera eu que a vida seguisse sempre seu fluxo normal, sem sobressaltos.
Não é sempre o caso, claro!
Hoje, porém, tive uma grata.
Pesquisando no
blogspot, deparei-me com um
álbum chamado
Doxologia.
Eu sempre gostei de "palavras-conceito", aquelas que trazem em
si mesmas todo um arsenal de definições. Por isso mesmo o nome deste blog: nada sonoro ou de fácil memorização, confesso, mas que conduz, no meu entendimento, a uma série de pensamentos.
É o caso, também, da palavra
Doxologia.
Pois bem, este
álbum, interpretado pelo Lucas
Souza, contém somente hinos clássicos. E, diga-se de passagem, com ótimos arranjos, que não disvirtuaram todo o peso de história que eles trazem consigo.
Criado que fui em uma igreja
Batista tradicional, os hinos do Cantor Cristão, entoados sempre com devoção, bem me lembro, por todos, ficaram
indelevelmente gravados na minha memória.
Um destes hinos me fez lembrar de dias felizes da minha infância, quando a inocência ainda imperava, e o cinismo não fazia parte do vocabulário.
Trata-se do
Fonte és Tu de toda benção, escrito simplesmente nos anos 1700 e traduzido para o
portugês em 1800!!! Veja mais detalhes acerca desse hino,
aqui - um ótimo texto, muito além do que eu poderia escrever.
Quando digo que eram entoados por todos não é uma simples força de expressão.
Hoje, os hinos, suplantados pelos corinhos..er..cântinos, tem apenas uma participação especial na liturgia. É aquele momento do "vale a pena cantar de novo".
É como se significasse: ah, vamos cantar
nó suíno para satisfazer a velha guarda.
Não sei como explicar: a imagem do prédio da igreja, sem luxo, sem ostentação. Os irmãos cantando em uníssono. A família reunida. Todos com seus
hinários abertos. Não havia conceitos. Nem igreja emergente, com ou sem propósito, G12,
blá-
blá-
blá. Não havia teologia que nos derrubasse.
Tudo isso me veio a mente ouvindo Fonte és Tu....