sexta-feira, 27 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jerusalem - In His Majesty's Service (Live)





Jerusalem foi uma banda de Christian Rock sueca fundada em 1975 por Ulf Christiansson que combinava letras cristãs com um estilo hard rock.

A mensagem de Jerusalem foi dirigida primeiramente para a juventude, com letras que descreviam o relacionamento da banda de um modo simples mas radical. O propósito da banda era expressamente evangelístico. Seus concertos foram descritos como uma série de reuniões de avivamento que frequentemente incluíam chamadas ao altar e, ocasionalmente, exorcismos.

Quando a banda fez a primeira turnê na Suécia em meados dos anos 70, sua combinação de letras cristãs e hard rock foi muito criticada. A banda foi autorizada a se apresentar em poucas igrejas.

Com o passar do tempo, Jerusalem ganhou mais aceitação, e depois de três anos de turnê, as gravadoras começaram a se oferecer para gravar a banda. A gravadora cristã Prim foi a primeira a produzir um álbum da banda, chamado simplesmente Jerusalem, que alcançou um grande sucesso nos ouvintes cristãos, tendo vendido, nos primeiros seis meses, 20.000 cópias na Europa. Em resposta, Jerusalem fez uma turnê na Suécia e na Escandinávia.

Entre 1983 e 1985, Jerusalem fez várias apresentações nos Estados Unidos, que resultou no álbum ao vivo In His Majesty's Service - Live in USA.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Santa baderna

Os evangélicos foram piquetar na porta do Congresso Nacional, mais conhecida como casa de loucos.
Parece que esse mó vi mento foi combinado há umas semanas atrás. Se não me engano o Silas (não aquele, mas esse) pediu no seu programa de tv, que-era-pecado-assistir-mas-agora-não-é-mais, que todos os crentes comparecessem.

Leio na Folha que se trata de um movimento contra a criminalização da homofobia (diga rápido essa frase se for capaz).

Sinceramente, não tenho mais saco para manifestações, sejam quais forem. Erguer estandartes, marchar e gritar em uníssono palavras de ordem (o povo, unido, jamais será vencido; você aí parado, também é explorado; arroz, feijão, saúde e educação - pelo menos era mais ou menos isso que se proclamava nos idos anos 70 e 80), tentar chamar a atenção, não dá mais para mim.

Por outro lado, admiro quem ainda tem essa disposição para dar a cara para bater.
Aprendi, após duras penas, que idealismo não paga as minhas contas.

Alienado? Hum, talvez. Cínico? Ah, nem tanto.

Até acho que essa coisa de ir preso por xingar uma cara de bicha não é legal. O que será de nós, heteros, de não pudermos xingar um cara de viadinho(*)? Já pensou se o sujeito é mesmo? Pode-se, sendo aprovada a lei, ir preso.

É, a coisa está mesmo invertida. Como já dizia o sábio Falcão:

O homem nasce sem maldade em parte nenhuma do corpo
O homem é lobo do homem
Isso explica a veadagem congênita e a baitolagem adquirida!

Porque homem é homem, menino é menino, macaco é macaco e viado é viado

Veado = é o animal campeiro, eu disse, campeiro
Viado = homossexual - não o sabão para as partes pudentas

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Será possível?

Pronunciar Massachusetts

Novela sem traição

Crianças jogando bets

Fausto Silva caladão

Anagrama

Hoje, só amenidades.

Na onda do Código da Vinci de Dan Browrn, que lí há uns anos atrás, fiz umas pesquisas no irmão google acerca de anagramas.

Segundo a Wikipédia "anagrama (do grego ana = "voltar" ou "repetir" + graphein = "escrever") é uma espécie de jogo de palavras, resultando do rearranjo das letras de uma palavra ou frase para produzir outras palavras, utilizando todas as letras originais exatamente uma vez.
Um exemplo conhecido é o nome da personagem Iracema, claro anagrama de América, no romance de José de Alencar". Hum, nunca tinha percebido isso.

Ator = Rota é um exemplo de anagrama simples. Em uma forma de anagramia mais avançada, sofisticada, o objetivo é ‘descobrir’ um resultado que tenha um significado linguístico que defina ou comente sobre o objetivo original de forma humorística ou irônica. Quando o objetivo e o anagrama resultante formam uma frase completa, um til (~) é comumente utilizado, ao invés de um sinal de igualdade; por exemplo: Semolina ~ Is no meal.

Tipos de anagramas:

Pangrama: é uma frase que usa todas as letras do alfabeto. Exemplos: "Um pequeno jabuti xereta viu dez cegonhas felizes; The quick brown fox jumps over the lazy dog.
Aliás, tecle a expressão =rand(x,y) no Word, sendo x e y números aleatórios e veja o que acontece.

Anigrama: é um anagrama que se anima sozinho embaralhando as letras numa animação gif ou flash.

Anugrama: é uma sentença que seu anagrama tem o mesmo significado da sentença original. Exemplo: "Eleven plus two = Twelve plus one".

Veja nos sites abaixo que frase dá para gerar com seu nome.:

Wordsmith

Anagram Genius

sábado, 21 de junho de 2008

Sobre boleiros, pátria e povo


E eles conseguiram de novo. Depois de perder para a Venezuela, o empate com a Argentina foi recebido como mais uma tagédia nacional.
Sim, por que a seleção brasileira de futebol tem a obrigação de ganhar. Aliás, mais que isso, obrigação de vencer inquestionavelmente. Com o tal de "jogo bonito".

Mas não basta vencer: tem que humilhar o adversário, deixá-lo estatelado no chão, desconcertado.

Afinal, segundo a pregação galvânica buênica, a seleção brasileira é pentaaaaaaa! Temos sempre que ir prá cima deles, temos futebol prá isso, veja que garra, que vontade!

Esse história já foi longe demais. Pelo menos para o meu gosto. E olha que gosto de futebol. Confundir Pátria com jogo, mesmo se tratando da seleção nacional é coisa de entorpecer.

Eles, os jogadores, alegam estar a serviço do povo brasileiro, honrando o nome danação, e por isso mesmo estão acima de qualquer crítica ou acusação.

Mas, como já diz a canção, quem eles pensam que são?
Morando há muito tempo fora do país, perderam totalmente a identidade nacional. Pelo menos com a original - muitos deles tem dupla cidadania.
Nota-se até mesmo um português carregado em alguns deles, intencional ou não.

Não sou hipócrita - geralmente oriundos de famílias simples, eles tem todo o direito de buscarem uma vida melhor.

Mas, por favor, cáras-pálidas, não me digam que fazem o que fazem por nós.
Afinal, o fazem por vocês mesmos.

Taça por taça, prefiro a de vinho. Tim-tim.

Um pedido a Deus

video

Um trio improvável: Mercedes Sosa, Beth Carvalho e Gandhi.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Leviticus - The Suffering Servant

Considero esta uma das melhores músicas do Levíticus, banda já aqui apresentada.
Baseada no texto do profeta Isaias, Capítulo 53, descreve o sofrimento do Cristo, usando uma melodia arrebatadora.
A introdução com violões, calma, melódica e com forte tônica medieval é interrompida por uma guitarra rascante e um vocal agudo e intenso, tudo isso pontuado por um baixo vigoroso.


Obs: dedicado ao meu amigo, baterista, um dos tais, Douglas Godoi.



sábado, 14 de junho de 2008

Larry Norman

Larry Norman foi um dos primeiros "Christian Rockers", tendo surgido no final dos anos 60.
Por algum tempo ele enfrentou a zombaria das pessoas que não entendiam que Deus pode agir através do seu estilo musical.

Algumas destas situações serviram de inspiração na criação das letras das suas canções.
Para alguns sua música hoje soará um tanto quanto antiquada, mas imagine como reagiram os que a escutaram no final dos anos 60, começo dos 70!

Para quem gosta de qualidade musical, não só na forma, mas também no conteúdo, ouvir Larry Norman é estimulante.

Esta é uma homenagem a ele, falecido no dia 24 de fevereiro de 2008.

Você pode ouvir agora a música Six Sixty Six, do álbum In Another Land de 1975.
Bem calminha, só acompanhada de violão.

In the midst of the war, he offered us peace,
He came like a lover, from out of the east,
With the face of an angel, and the heart of a beast,
His intentions were six - sixty - six.

He walked up to the temple with gold in his hands,
Then he bought off the priests and propositioned the land,
And the world was his harlot and laid in the sand,
While the band played six - sixty - six.

We served at his tables and slept on the floor,
But he starved us, and beat us, and nailed us to the door,
And I'm ready to die, I can't take anymore,
And I'm sick of his lies and his tricks.

He told us he loved us, but that was a lie,
There was blood in his pocket and death in his eye,
Now my number is up, and I'm willing to die,
If the band will play six - sixty…
If the band will play six - sixty - si….
If the band will play six - sixty - six.


Visite o site oficial aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Mateus 5:20

Confesso que tenho dificuldades em entender o posicionamento de alguns senhores (e também senhoras) que todo dia se apresentam em nossas residências por meio de programas de televisão, apresentando-nos o que entendem ser a Verdade e único caminho de acesso ao Reino dos Céus. Sim, reconheço que Jesus é sempre apresentado como o caminho. No entano, eles, o pedágio.

Ás vezes muito mais que isso: asseguram-nos ser possível alcançar uma vida plena de felicidades e deleites instantâneos aqui mesmo. Quer dizer, não é necessário aguardar a chegada no céu. Claro que a preços módicos e pagamentos facilitados, via carnê, boleto bancário, etc...
Para um povo sofrido, sem moradia, sem alimentação decente, sem emprego estável e digno, explorados por uma classe política sem ética, é uma discurso promissor.

Mais complicado ainda é explicar, ou tentar explicar, esse posicionamento para as pessoas "não crentes". Claro que existe a tendência de se analisar a todos sob o mesmo prisma.
Como uma máxima: "Fulano é político. Todo político é corrupto. Fulano é corrupto."

Geralmente a conversa é mais ou menos assim:

-Você é daquela igreja em que as mulheres não cortam o cabelo?

-Você dá dinheiro para o seu pastor?

-Sua igreja permite que você assista televisão?

Televisão

Eis um assunto que deu pano para manga nos anos 80/90.
Uma denominação que designa "reunião de muitas pessoas, sociedade, corporação pertencente ao Ser Supremo e Espírito Infinito e Eterno" tinha por hábito perseguir e discriminar todos os seus membros que, porventura, tivessem televisão. Ou não a tendo, a assistissem regularmente. No caso seria a "televizinho".

Havia até "reuniões de doutrinamento" específicas onde se pretendia mostrar os malefícios da televisão. Ah, mas havia também outro instrumento do diabo - a bateria. Mas isso é assunto para uma nova postagem.

Bem, não é segredo que hoje esta agremiação religiosa tem um programa...de televisão. Hoje mesmo assití seus líderes reunidos em esplendorosos gabinetes, notebooks à frente. Sinceramente me lembrei dos senhores de Brasília.
E, suprema ironia, se dirigiam aos seus fiéis!

O que mudou, então?

Temos dois aspectos a considerar nesta questão específica da televisão:

1) se a regra de não poder possuir (nem mesmo assistir) televisão era baseada na Bíblia, então, a Bíblia estava errada, ou

2) a regra não tinha base bíblica alguma e, nesse caso, os líderes desta agremiação iludiram o povo.

É melhor nem considerar o cenário 1, nem mesmo como hipótese, já que iniciaria um sucessão de eventos. Como um jogo de dominó.

Resta-nos o cenário 2. Mas nem mesmo esta escolha trás alívio para eles.

Tantos recursos utilizados de forma equivocada.
Quantas interpretações da Bíblia sob uma ótica pessoal.
Distorcões e ajustes nos textos bíblicos de forma a serem moldadas aos seus caprichos e desejos.

"Vinde a mim os cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei!

Hoje o chamado é: "Preencha o formulário, destaque, leve ao banco, pague e receba nosso livro".

E ao final o profano sou eu.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Um pouco de Leviticus

Antes que existisse o movimento "gospel" (um bom exemplo de uma boa palavra má utilizada!), pretensamente encabeçado por aquela agremiação religiosa cujo significado é "tornar a nascer, adquirir nova vida, vigor ou atividade", lá pelos idos dos anos 80, já existia um pequeno grupo no Brasil onde circulavam cópias dos álbuns de bandas de rock norte-americanas, calcados em forte conteúdo cristão. Lá esse movimento foi denomidado "White Metal", justamente por fazer, ou tentar fazer oposição ao "black metal". Muitas destas (me refiro às cópias) obtidas graças ao nosso amigo Christian, que conseguia as fitas K7 originais (isso mesmo, K7) das principais bandas.
Entre estas, Leviticus, cuja música Messiah você pode ouvir agora.
Bela música, letra surpreendentemente direta...


História

Foi uma banda sueca formado por Björn Stigsson, Håkan Andersson and Kjell Andersson nos anos 80. Sua primeira gravação foi no formato Maxi EP in 1982 contendo quatro músicas. O nome do album era "Stå och titta på" - todas as letras em sueco.
O primeiro albúm do Leviticus, e o último cantado em sueco, veio em 1983 foi chamado "Jag skall segra!".

Em 1984 Leviticus fez uma versão em inglês do album "Jag skall segra!" ou "I shall Conquer".
Em 1985 Leviticus alcançou reconhecimento com o albúm "The Strongest Power". "Um dos melhores albúns do ano" segundo a revista "Kerrang".

Em 1987 Leviticus gravou o albúm "Setting fire to the earth". Nesta gravação Håkan Andersson deixa a banda e Ez Gomer substitui Håkan no baixo e Terry H. assume os vocais.
Em 1989 Leviticus lança "Knights of Heaven". Este albúm foi produzido e gravado nos EEUA.

Nesta época, novas mudanças na banda: Peo Pettersson substitui Terry H. nos vocais e Niklas Franklin entra no lugar de Ez Gomer no baixo.
O albúm foi produzido pelos irmãos Elefante (é sobrenome mesmo!), John & Dino (mesmo do Petra). Em 1993 Leviticus lança seu último albúm "The best of Leviticus". É uma coleção com as melhores e mais conhecidas músicas da banda.

Leviticus também lançou 4 singles: Let me fight - Day by day. Maxi-single Talking Music - 1984. Flames of fire - Love is love. Maxi-single Solidrock U.S.A. -1987. Isn`t it love - Born again Royal Music - 1989.

sábado, 7 de junho de 2008

Passagens bíbilicas difíceis de entender - parte 2

Este é um interessante artigo que mostra, sob o ponto de vista judaico, a razão de Moisés não entrado na Terra de Prometida.

Um dos relatos mais controvertidos da Torá é o episódio das "águas da discórdia", após o qual Deus decretou que Moisés não teria permissão de entrar na terra de Israel. Sábios, comentaristas bíblicos e até mesmo o próprio Moisés, empenharam-se em dar um significado a esse incidente, relatado no quarto livro da Torá, Números.

O Texto narra que os Filhos de Israel, após terem vagado pelo deserto durante quarenta anos, chegam a Kadesh, na fronteira da Terra Prometida. Não há água por perto e o povo está sedento. Como faziam sempre que algo lhes afligia ou preocupava, lamentaram-se a Moisés: ..."Se, ao menos, tivéssemos perecido quando morreram nossos irmãos [na revolta de Korach, capítulo 16]"... "Por que trouxeste a Congregação do Senhor a este deserto para que, aqui, nós e nossos animais, perecêssemos? E por que nos fizeste sair do Egito, para nos trazer a este lugar do mal?..." (Números, 20: 3-5).

Moisés e seu irmão Aarão pediram a Deus para que surgisse água para o povo. O Senhor respondeu, ordenando a Moisés: …"Toma teu cajado e reúne a congregação, tu e teu irmão Aarão, e, na presença deles, dirige-te à rocha, e da rocha jorrará água". O povo judeu reuniu-se diante da pedra e Moisés clamou: "Agora, escutai, ó rebeldes! Será que tiraremos água desta rocha para saciar vossa sede?" E Moisés levantou sua mão e, com o cajado, bateu duas vezes na pedra. Dela jorra água em abundância e o povo e os animais se saciam. A seguir, Deus diz a Moisés: "Como não acreditaste em Mim, para me santificar aos olhos dos Filhos de Israel, não te caberá levá-los à Terra que Eu lhes dei".

O erro de Moisés, aos olhos dos Sábios

O que teria Moisés feito de errado nesse incidente, que ficou conhecido como as "Águas da discórdia"? Rashi, comentarista clássico da Torá, ressalta que Deus instruiu Moisés a falar à pedra - e não a golpeá-la. E explica que, tivesse ele extraído água da rocha apenas por se ter dirigido à mesma, ter-se-ia realizado um milagre de proporções muito maiores, e, este sim, haveria "santificado a Mim, vosso Deus, aos olhos dos Filhos de Israel".

O Rabi Moshe ben Maimon, Maimônides, oferece uma explicação diferente: o pecado de Moisés teria sido perder a paciência com o povo judeu, quando seus membros reclamaram acerca da falta d'água. Pessoa alguma, sobretudo um líder de sua estatura, considerado o homem mais espiritual que já existiu, deveria dar sinais de impaciência, ao falar. Segundo Maimônides, teria sido o desabafo "Escutai, o rebeldes!", bradado por Moisés, o que lhe teria custado a entrada na Terra Santa.

Rabi Moisés ben Nachman, Nachmânides, por sua vez, não aceita nenhuma das duas explicações acima. Esse místico comentarista bíblico levanta a seguinte colocação: se foi tão errado Moisés ter golpeado a rocha, para que lhe teria o Todo Poderoso ordenado levar consigo o cajado, quando da extração de água para o povo judeu? De fato, a Torá ressalta que Moisés "tomou o cajado diante do Senhor, como Este lhe ordenara" (Números, 20: 9). Ademais, em ocasião anterior, Deus instruíra Moisés a extrair água da rocha, golpeando-a (Êxodo, 17:6). Não teria sido razoável Moisés supor que Deus lhe dissesse levar consigo o cajado para servir idêntico propósito?"

Nachmânides também contesta a explicação de Maimônides, justificando que o episódio das "Águas da discórdia" não foi a primeira vez em que Moisés se mostrou enfurecido com os Filhos de Israel. Durante 40 anos o povo judeu reclamou, rebelou-se e pecou diante de seu líder. E muito embora Moisés os amasse e protegesse, incondicionalmente, sempre os repreendia - até mesmo por motivos bem menos importantes. Por que, então, seria punido dessa vez, em que lhes falou com rispidez, e não nas instâncias anteriores?

Segundo Nachmânides, Moisés errou ao dizer ao povo judeu: "Extrairemos, nós, portanto, água desta rocha para saciá-los?". As palavras do profeta, explica-nos o sábio, poderia induzir-nos a acreditar que fora Moisés - e não Deus - quem realizara o milagre de tirar água de uma simples pedra. Qualquer um - especialmente um líder espiritual - que leva as glórias por um feito sobrenatural está usurpando o lugar do Criador. No instante em que um líder do povo judeu desenvolver seu próprio ego, ele terá fracassado em sua missão. Nachmânides encontra respaldo para sua explicação nas palavras de Deus a Moisés: "Por não teres acreditado em Mim"…, que seriam uma indicação de que Moisés falhara não em uma questão de atitude - tal como golpear a rocha ou se dirigir a seu povo com impaciência - mas em uma questão de fé. Mas, obviamente, também a explicação de Nachmânides é passível de ser contestada, pois, como atesta a própria Torá, homem algum jamais se aproximou do grau de humildade pessoal e de entendimento sobre o Divino alcançado por Moisés.

Outros sábios tentaram encontrar diferentes justificativas para o episódio das "Águas da discórdia". Cada um de seus comentários ensina importantes lições, pois, como está no Talmud, os ensinamentos de nossos Sábios, ainda que se contradigam, são portadores das Palavras de Deus. Mas, isto posto, não podemos deixar de nos perguntar: se Moisés cometeu tão grave pecado a ponto de lhe ser vetado o acesso à Terra de Israel, qual a razão para tanta polêmica sobre qual teria sido o seu erro? A Torá Escrita não o explicita, em passagem alguma. Quando um sábio o culpa de um determinado erro, outro prontamente o isenta. Considerando-se cada uma das explicações em separado, Moisés é culpado de vários delitos; mas, quando consideradas em conjunto, estes anulam-se mutuamente, isentando Moisés de qualquer culpa que seja.

A versão "oficial" diz que Moisés teria desobedecido a uma ordem Divina. Tendo-lhe sido ordenado falar à rocha, ele a tinha golpeado com seu cajado. Mas a questão se complica ainda mais quando nos conta a Torá Oral que Moisés, de fato, iniciou por falar à rocha. Mas tal ação não fez jorrar a água. Por essa razão, o profeta faz o que lhe ordenara o Todo Poderoso em ocasião anterior: bate na pedra com o bastão. E é então que brota a água - contudo, em escassa quantidade. Havia que jorrar com mais intensidade e volume para poder saciar o povo judeu todo e seus animais. E é quando Moisés volta a golpear a rocha. De acordo com o Midrash, o próprio Moisés ficou perplexo com as conseqüências do incidente. Após a comunicação de que não poderia adentrar a Terra Prometida, ele teria dito ao Criador: "Trata-se de uma armadilha contra mim!". A Torá de certa forma respalda a queixa de que todo o episódio teria sido um pretexto utilizado por Deus para vetar sua entrada na Terra de Israel, pois, como veremos adiante, o Senhor "aguardou" 40 anos para "encontrar" um motivo para decretar que Moisés morreria no deserto.

O primeiro Tishá b'Av

Quarenta anos antes do incidente das "Águas da discórdia" ocorreu um evento que marcou, para sempre, a História Judaica. Doze homens - os líderes de cada uma das Tribos de Israel - são enviados em uma missão de espionagem à Terra Santa (Números, capítulo 13). Ao voltarem, dez dos doze "espiões", relatam ao povo judeu que a Terra, de fato, era grandiosa, mas que não teriam condições de a conquistar, já que não tinham chance alguma frente aos gigantes que a habitavam. E, muito embora Deus lhes houvesse prometido que conquistariam a Terra, ao ouvir o relato dos espiões, os judeus caem em prantos, desesperados. Essas lamentações e pranto desenfreados ocorreram na noite de Tishá b'Av - nono dia do mês de Menachem Av, no calendário hebraico.

Desapontado com a falta de fé de Seu Povo, Deus decreta que a geração que saíra do Egito, em sua totalidade - a dizer, os homens com mais de 20 anos - pereceriam no deserto. As únicas exceções seriam os dois espiões que não haviam sustentado o relato dos demais dez. E estes eram Josué, filho de Nun, e Caleb, filho de Yefuneh.

Moisés e Aarão não eram culpados pelo pecado dos "espiões" ou pelo erro do povo que, ao chorar na noite de Tishá b'Av, demonstrou uma falta de fé em Deus. Eles deveriam ter sido incluídos, juntamente com Moisés e Caleb, entre os homens com mais de 20 anos que teriam o mérito de pisar na Terra Santa. Contudo, sabemos que isso não ocorreu - o que revela que seu destino também fora selado naquela noite de 9 de Av. Mas, como não haviam cometido pecado algum, Deus "buscara" um motivo para lhes negar aquele mérito. E este se apresentou, 40 anos mais tarde, no episódio das "Águas da discórdia". Toda a situação que o envolvera - a ordem que Moisés recebeu de levar seu bastão e de falar à rocha, não de a golpear - tudo aquilo fora concebido para o confundir e o fazer "tropeçar". "Trata-se de uma armadilha que Tu armaste contra mim", cita o Midrash como sendo as palavras que Moisés teria proferido ao Todo Poderoso.

Mas, por que razão teria Deus assim agido, especialmente em se tratando de Seu servo mais fiel? Se Moisés era inocente do pecado de sua geração, por que teria sido forçado a partilhar de sua sorte? O Midrash usa a seguinte parábola para o explicar: "Um pastor recebeu de seu rei a incumbência de cuidar e alimentar um rebanho de ovelhas, mas o pastor, descuidado, deixou-as dispersarem-se. Ao tentar entrar no palácio real, de volta, o rei não lhe permite a entrada, dizendo: 'Quando for recuperado o rebanho que lhe confiei, também você será readmitido'...".

Moisés não apenas foi o maior profeta da História da humanidade. Foi, também, modelo supremo do líder judeu, pastor fiel e zeloso, como o chama o Zohar. E um pastor fiel e zeloso é aquele que jamais deixa de lado seu rebanho, sem perder de vista nenhum de seus membros, pelos quais assume contínua e total responsabilidade. A geração que errou no episódio dos "espiões" foi aquela que Moisés, pessoalmente, conduzira para fora do Egito. Para proteger seu povo, ele tivera que enfrentar tudo e todos - o império egípcio, os inimigos do povo judeu com quem lutou no deserto e, até mesmo Deus, quando Ele ameaçou aniquilá-los. Durante sua longa jornada de 40 anos pelo deserto, Moisés lhes ensinou a Torá, cuidando de todas as suas necessidades materiais e espirituais. Ele não poderia - nem lhe teria permitido Deus - entrar na Terra de Israel, deixando-os sós, para trás. "És o líder dessa gente", lembra-lhe o Senhor; "seu destino é o teu destino".

O mesmo pode ser aplicado a muitos Sábios que seguiram os passos de Moisés. Se alguém se perguntar por que tantos nunca pisaram na Terra de Israel, é porque eles, como Moisés, não podiam e nem desejariam deixar para trás de si o Povo Judeu. Enquanto um único judeu viver na Diáspora, sujeito aos perigos da perseguição e da assimilação, o Moisés de sua geração permanecerá "para trás", a fim de cuidar "de seu rebanho".

Explicação mística

Há outra explicação, esta mística, para o fato de Moisés não ter entrado na Terra de Israel. Tudo o que o profeta conseguiu era eterno. A Torá que nos transmitiu é eterna e jamais será abandonada pelo povo judeu. O Mishkan, Tabernáculo que ele ergueu em pleno deserto, nunca foi destruído - como o foram o Primeiro e o Segundo Templos, ambos extintos na trágica data de Tishá b'Av. A tradição ensina que o Mishkan foi misteriosamente escondido, onde até hoje permanece intacto. E preservadas, também o foram, as duas primeiras estelas de safira, contendo os Dez Mandamentos, que Moisés se viu forçado a quebrar, e que foram abrigadas no Aron Hacodesh, que ainda segundo a tradição está oculto em algum ponto, sob o Monte do Templo, em Jerusalém. (Morasha 49).

Os místicos revelam ser esta a razão para o veto à entrada de Moisés na Terra de Israel. Se ele tivesse sido o construtor do Templo Sagrado, este jamais teria sido destruído. Tivesse ele liderado nosso povo já em sua Terra, de lá jamais teríamos sido exilados. E, sendo assim, não tivesse ele morrido no deserto, o povo judeu jamais se teria dispersado pelos quatro cantos da Terra.

Não temos idéia do tipo de país que nossos antepassados teriam construído, se nunca tivessem sido exilados. Mas o que sabemos é que se jamais tivesse existido o primeiro Tishá b'Av - o relato dos espiões e o pranto generalizado de nosso povo; se não tivesse Moisés sido impedido de entrar na Terra de Israel; se não tivesse o Templo sido arrasado e nosso povo, exilado… o mundo seria, hoje, um lugar muito diferente, bem mais sombrio do que é. Pois coube aos judeus a missão e a dádiva Divina de ajudar e curar.

Bibliografia

Torah Chumash Bamidbar - The Book of Numbers; Edited by Rabbi Moshe Wisnefsky; Kehot Publications,
Tauber, Yanki, Land and See; http://www.chabad.org/
Tauber,Yanki Waters of Strife - The Price of Leadership; http://www.chabad.org/

Fonte: Moraha

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cuidado - contém mensagem subliminar

video

Site informa quando você deverá morrer



O Australian Broadcasting Company criou um Web site “verde” que lhe informa quando você deverá morrer, baseado no uso que você faz dos recursos da Terra, chamado PlanetSlayer, que a empresa proclama ser o “primeiro Web site ambiental irreverente” incluindo uma "calculadora” que informa a um usuário quando ele ou ela deverá morrer, baseado em seu estilo de vida e consumo dos recursos naturais.


A “calculadora” se parece como um vídeo game infantil, com personagens de desenhos animados, incuindo um cão-detetive e um porco.

O usuário responde a uma série de perguntas sobre o quanto anda de carro, se o seu veículo gasta muito combustível, quantas milhas vôou - dividido por viagens à passeio e viagens à trabalho.

À estas respostas são adicionadas outras acerca do tamanho da sua casa, quantas pessoas vivem lá, quanto gasta com contas de serviços públicos (água, gás, energia elétrica, etc...) e se utiliza fontes de energia alternativas.

Depois e só clicar sobre um crânio para saber que você deverá morrer em 23,4 anos, ou 9,3, ou 5,2, dependendo de suas respostas.
Veja o texto original aqui, faça o teste e depois me diga: quando tempo ainda lhe resta?

domingo, 1 de junho de 2008

O dilema de Obama e a questão denominacionalista

Não que me empolgue as eleições norte-americanas, longe disso.
Aliás, me irrita essa mania que temos de dar destaque ao que acontece por lá, ao vivo e em cadeia nacional.
Os caras enxergam o mundo como seu quintal. E a nossa capital será sempre Buenos Aires.

Mas me chamou a atenção o fato de Barack Obama ter anunciado recentemente que desligou-se, após ser membro por 20 anos, da controversa Trinity United Church of Christ.
A decisão deu-se em virtude da divulgação de vídeos com os sermões do seu ex-pastor, Jeremiah Wright, contendo declarações anti-americanas e racistas.

Também ajudou os sermões do padre Michael Pfleger, seu "guru espiritual", acusando Hilary Clinton de pertecer a uma supremacia branca.
Obama disse que, como candidato à presidência, percebeu que teria que responder a cada comentário feito do púlpito pelo atual pastor, Otis Moss, ou qualquer outro pastor visitante.
Perguntado como resolveria o problema quando se associasse a uma outra igreja, Obama respondeu que ainda não tinha pensado nisso.

Leia mais na aqui, em inglês, ou aqui, em português.

Dois pontos: o oportunismo de Obama e a oportunidade perdida, por esta igreja, em participar da construção de um novo cenário nacional.

Acho que a coisa está assim - olham para a Bíblia e dizem: "Estou contigo e não abro!"