sábado, 21 de junho de 2008

Sobre boleiros, pátria e povo


E eles conseguiram de novo. Depois de perder para a Venezuela, o empate com a Argentina foi recebido como mais uma tagédia nacional.
Sim, por que a seleção brasileira de futebol tem a obrigação de ganhar. Aliás, mais que isso, obrigação de vencer inquestionavelmente. Com o tal de "jogo bonito".

Mas não basta vencer: tem que humilhar o adversário, deixá-lo estatelado no chão, desconcertado.

Afinal, segundo a pregação galvânica buênica, a seleção brasileira é pentaaaaaaa! Temos sempre que ir prá cima deles, temos futebol prá isso, veja que garra, que vontade!

Esse história já foi longe demais. Pelo menos para o meu gosto. E olha que gosto de futebol. Confundir Pátria com jogo, mesmo se tratando da seleção nacional é coisa de entorpecer.

Eles, os jogadores, alegam estar a serviço do povo brasileiro, honrando o nome danação, e por isso mesmo estão acima de qualquer crítica ou acusação.

Mas, como já diz a canção, quem eles pensam que são?
Morando há muito tempo fora do país, perderam totalmente a identidade nacional. Pelo menos com a original - muitos deles tem dupla cidadania.
Nota-se até mesmo um português carregado em alguns deles, intencional ou não.

Não sou hipócrita - geralmente oriundos de famílias simples, eles tem todo o direito de buscarem uma vida melhor.

Mas, por favor, cáras-pálidas, não me digam que fazem o que fazem por nós.
Afinal, o fazem por vocês mesmos.

Taça por taça, prefiro a de vinho. Tim-tim.

Um comentário:

bete pereira da silva disse...

Fino texto. O Galvão é um babaaaaaaaaaaaca!